Na fila da lanchonete

Foto por Polina Tankilevitch em Pexels.com

Saudações!

Estava eu esses dias na fila do fast food dos Arcos Dourados, aguardando para fazer meu pedido naqueles totens touchscreen.

Quando chega a minha vez, no totem ao lado vejo um garoto fazendo seu pedido. Ele devia ter no máximo uns 15 anos, mas acho que era uns 12. Noto o desespero dele com a suposta lentidão do sistema. Todas as vezes que ele precisa selecionar uma opção, clica várias vezes, repetidamente, até a tela mudar.

Enquanto isso, me sinto um bicho-preguiça fazendo meu pedido, clicando apenas uma vez em cada opção, aguardando pacientemente a tela mudar. Curiosamente, termino de fazer meu pedido bem mais rápido que ele, apesar dos movimentos lentos. Tenho certeza que a ansiedade do jovem ali do lado se deve ao costume de que as telas do celular respondem rapidamente. Com certeza, ele jamais usou um caixa eletrônico. Ficaria desesperado com tamanha lentidão.

Isso me leva a uma reflexão: será que esse jovem, e os jovens em geral, andam ansiosos assim também em outras áreas? Será que quando crescer, vai conseguir pensar nas coisas em longo prazo, ou vai desejar sempre a recompensa imediata? Ele vai conseguir guardar dinheiro para a velhice, num prazo de 40 anos ou mais?

Pode ser que, na idade dele, eu fosse igual. Mas havia bem menos estímulos. Celulares eram caros, smartphone não existia, a internet era lenta e não haviam tantas redes sociais – ainda era a época do Orkut, uma rede bem mais lenta e limitada. Como será que esses jovens de hoje chegarão aos 30 ou 40 anos?

Enfim, perguntas que só o tempo vai responder.

E vocês, têm sentido os jovens mais ansiosos? Como lidam com isso?

Um abraço,

Marcelo.

Sugestão de leitura

Educação financeira para adolescentes – Marcelo Maciel

3 comentários em “Na fila da lanchonete

  1. Verdade mesmo. Muito boa reflexão. Se nós “velhos” estamos ansiosos, imagina essa mulecada que não tem paciencia nem pra esperar a água do chuveiro esquentar? é preocupante e muito

    Curtido por 1 pessoa

  2. Esses dias eu estava pensando sobre como na minha infância adorava me corresponder por cartas. Depois chegou o e-mail e, por fim, as redes sociais com suas mensagens instantâneas. Acho que os jovens de hoje em dia ficariam apavorados com a perspectiva de esperar semanas ou até mais para receber uma resposta, risos. Sinto que todos estamos muito mais acelerados, às vezes até sinto um pouco de saudade de tempos mais antigos.

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